Sentimento Mediano

"Temos tantos sentimentos, que é frequente persuadir-nos de que somos sentimentais..."

Conto Contado

Trocando uma idéia com os amigos, Tula lembrou do dia em que se fez pular o muro de sua casa. Antes tivesse asas. Pois aí poderia voar. Evitaria de se machucar com os pregos colocados para proteger seu lar. Então, ao mostrar as marcas, que não são nada rasas, diz como lhe serviu o aprendizado hostil.

-Abrir portas é bem mais fácil. Sem dúvidas! - ele diz. - De novo eu não faço. A dor desse diabo me fez ver o barril.

Ainda no mesmo papo. Da memória recorda um segundo ato. Sua vida era um drama-comédia com requintes de aventura. Também tinha sua doçura, e disso ele foi lembrar.

-Já gostei de verdade. De ver o rosto na lua. Era meu satélite natural. Não importava os movimentos, ela girava ao redor. Refletia em pensamentos.

De certo, não passou disso. A correria mundana o afastou da paixão. Foi assim com Ana, Carlinha, Beatriz e aquela que esperava o carro no portão.

- O que fazer? A hora que tiver de ser, vai ser.

Acreditava sem pressa. Apesar da insegurança. Afinal, já não era mais criança. A situação nem o incomodava tanto. Porém, o vazio nunca foi de seu encanto.

Quando alguém citou o colégio, logo falou do bode velho. E veio a terceira resenha. Seu professor ditador. Pegava no seu pé. Teve uma surpresa quando perdeu seu pai, João José. Suas palavras transmitiram conforto. De bode só a barbixa. O coração era de fada. Tornou-se foi padrinho do seu filho, Leon. Sua varinha? Era as sábias palavras.

Não falei do moleque adotado. Ê menino endiabrado. Sua alegria era vê-lo feliz. Desde montar um quebra-cabeça, à aparecer com um vidro quebrado. Daí veio o quarto fato contado. A moça que trabalhava em sua casa e todos gostavam, doente ficou. Para grande tristeza um câncer a matou. O pestinha era filho dela. Mas todo amor já havia conquistado. Passou a fazer parte da família. Seu retrato na parede emoldurado transmitia o recado. Toda vez que o olhava sem disfarce, sorria.

Quinta-feira, meio-dia. Parou ali de gaiato. Pois se era dia de feira, só metade havia passado. Era almoçar e voltar. O batente o aguarda, o melhor era vazar. O momento era de resgate, afinal quanto tempo não via os camaradas?

- Vou dizer a verdade. É tamanha a felicidade quando encontro vocês. Hoje foi como nossas antigas sextas. Risadas, companhia, até as coisas bestas, valem a pena. Nossos encontros na Pequena, arrepia de saudade. Como era bom!

O quinto caso ficou pelo caminho. Como um passarinho, despediu-se e decolou.

3 comentários:

Macaco Pipi 30 de maio de 2010 11:20  

vixe
vixeee
simples e bom!

Paulo 30 de maio de 2010 13:06  

Pow deu preguiça de ler.. mais eu li..

e gostei =]













http://mentesfamiintas.blogspot.com

Jasmim 17 de junho de 2010 15:54  

Eu olhei pelo blog acho que é não escute a sua avó.
Obrigada pelo elogio la no meu blog, você será sempre bem vindo ;D

Beeijos

!Sentimento Mediano!

Todo o conteúdo postado, em sua maioria, são composições de minha autoria. Salvo aquelas devidamente creditadas.

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